Setembro é ainda mês de “descobrir com ciência”. O programa de Ciência Viva no Verão reservar-nos duas ações de geologia. Rota Geológica e Minas de Murçós, a história da Terra e de uma aldeia para descobrir.
Se por um lado, a Rota Geológica se destina a entrar no livro aberto sobre a formação do Planeta Terra que é o Geopark Terras de Cavaleiros, pelo o outro a ação que se debruçará sobre as Minas de Murçós ganha contornos históricos significativos, de redescoberta do modo de vida da população desta aldeia e o seu impacto na II Guerra Mundial.
Inscrições no website www.cienciaviva.pt/veraocv/2015/, ou na sede da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros ou através do email geral@geoparkterrasdecavaleiros.com. Mais informações através dos telefones: 278 428 101 / 917 859 608.
Descrição das atividades:
4 e 5 de setembro (sáb. e dom.) - Rota Geológica do Geopark Terras de Cavaleiros
Formador: Ana Filipa Lima – Hora de início: 10:00H na Sede da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros
Foi já há cerca de 400 milhões de anos que dois supercontinentes, Laurússia e Gondwana, chocaram e fecharam o oceano Rheic, o “pai” do atual Oceano Atlântico. O supercontinente Gondwana compreendia então as atuais América do Sul, África, Madagáscar, Índia, Austrália e Antártida, enquanto do Laurússia haveriam de “nascer” a América do Norte, e Europa do Norte de hoje. O Rheic era um amplo oceano que cobria o Planeta azul e do choque entre esses dois supercontinentes haveria de surgir uma nova reorganização dos continentes. Porém, não ainda a que hoje conhecemos, pois a história geológica da Terra haveria ainda de passar por muitos outros “encontros e desencontros” de supercontinentes.
11 de setembro(sex.) - Minas de Murçós: o Volfrâmio e a II Guerra Mundial
Formador: Maria Elisa preto e Diamantino Pereira – Hora de início: 17:00H na Sede da Associação Geoparque Terras de Cavaleiros
Com o fim da I Guerra Mundial, o crescimento da indústria do armamento tornou-se evidente, não fossem os países em confronto querer reclamar a sua superioridade. O volfrâmio mostrava-se assim, importantíssimo para o fabrico de armamento, devido às suas características de grande dureza e resistência a altas temperaturas. Foi assim, que algumas pessoas da aldeia de Murçós iniciaram a demanda pelo minério tão cobiçado. Entretanto, com o início da II Guerra Mundial, a cotação do volfrâmio sobe significativamente, e grande parte da população da aldeia lança-se na busca do minério. Esta ação pretende dar a conhecer esta atividade mineira através dos locais de extração e processamento, que ainda hoje perduram na aldeia.
