Os Municípios de Macedo de Cavaleiros, Bragança e Vinhais e a Unidade Local de Saúde do Nordeste ratificaram esta quinta-feira o protocolo cooperação que cria a Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos – “Terra Fria”. A cerimónia de assinatura decorreu no Hospital de Bragança, com a presença do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira.
A Unidade de Cuidados Paliativos Domiciliários vai prestar os cuidados na área dos 3 concelhos, com equipas de médicos, enfermeiros, assistente social, terapeuta ocupacional e psicólogo. A unidade, que integrará os serviços de cuidados paliativos já existentes na ULS NE, como é o caso da Unidade do Hospital de Macedo de Cavaleiros, vai prestar apoio domiciliário a doentes com patologias crónicas e incuráveis, às suas famílias, procurando atenuar o sofrimento nas fases avançadas da doença.
O projeto, de um montante global de cerca de 618.000 €, é financiado em 250.000 € pela Fundação Calouste Gulbenkian. Os Municípios, que se comprometem a apoiar o seu funcionamento por o período de 1 ano renovável, asseguram: Macedo de Cavaleiros – adjudicação de 40 horas semanais de um Assistente Social com formação específica em Cuidados Paliativos (até ao montante global de 23.600 €) e pagamento do combustível ao funcionamento das viaturas (até ao montante de 10.000 €); Bragança - adjudicação de 40 horas semanais de Psicólogo(a) Clínico(a) com formação específica em Cuidados Paliativos (até ao montante global de 40.600 €); Vinhais - adjudicação de 40 horas semanais de técnico de Fisioterapia com formação específica em Cuidados Paliativos (até ao montante global de 23.600 €).
Considerando que o protocolo representa um “grande esforço financeiro dos Municípios”, o Presidente da Câmara Municipal destaca que “isso é o menos importante porque, em termos de saúde, as razões financeiras não devem sobrepor-se. Os cuidados de saúde têm como objetivo principal a melhoria da qualidade de vida das populações, e estamos certos que iremos consegui-lo com a consumação deste protocolo.” Deixando elogios às e Equipas de Cuidados Continuados Integrados que já prestam apoio domiciliário aos doentes no Nordeste, considerou que “também a Unidade de Cuidados Paliativos Domiciliários tenha de alargar, com toda a probabilidade, a sua atuação a diferentes dias e horários.”
