Os leques também falam. Sim, o objeto que as senhoras, maioritariamente, utilizam para abrandar o calor, fala. Ou pelo menos, a forma como era colocado, tinha uma conotação linguística. Os alunos do 2º Ciclo, PIEF de Macedo de Cavaleiros e duas turmas da Escola Básica Luciano Cordeiro de Mirandela, fizeram uma “Viagem à linguagem do leque”, cujos trabalhos foram reunidos em exposição, patente na Praça dos Segadores, durante esta segunda e terça-feira, coincidindo com a comemoração do Dia Mundial da Criança.
O leque, como objeto de luxo e símbolo de elegância, “surgiu para fazer um paralelo entre a comunicação que hoje é feita, com recurso aos telemóveis, tablets e toda a outra tecnologia, e a comunicação que era feita nos séculos XVII e XVIII, através da linguagem do leque”, diz-nos a Professora Inês Bárrios.
Nas aulas de Educação Visual, os alunos fizeram uma pesquisa histórica para realizarem os trabalhos “e eles próprios perceberam como têm, hoje, a comunicação facilitada”, ficando “surpreendidos ao tomarem conhecimento que, a forma como a senhora colocava o leque, dizia um pouco do que era o seu estado de espírito, sem falar, perante o cavalheiro”, referiu a coordenadora do projeto.
