“Nascidos para Emigrar” é o título do livro de Carlos Vaz, macedense de 27 anos, apresentado no último sábado no Centro Cultural.
“Nascidos para Emigrar” é o título do livro de Carlos Vaz, macedense de 27 anos, apresentado no último sábado no Centro Cultural.
Escrito sobra a forma de poesia, conta-nos a história do próprio autor, dos seus diferentes estados de alma na sua experiência de emigrante. Licenciado em Radiologia, sentiu que o seu futuro passaria pela emigração, em concreto na Suíça, onde foi ajudante de cozinha.
A escrita foi forma de contornar a solidão e algumas amarguras. “Desde sempre que escrevo. Mas desta vez refugiei-me mais na escrita e fui fazendo algumas coisas que ia juntando e dei conta que poderia nascer um livro. A partir de então comecei a trabalhar nesse sentido”, confessa.
Assumindo a influência de Fernando Pessoa e António Lobo Antunes nos seus escritos, “Nascidos para Emigrar” é dividido em 3 partes: Madrugada – onde são evidenciadas as razões para a partida; Iniciar – em que são contadas as vivências e “o crescimento espiritual”; Ascensão – o momento do regresso “com vontade em partir de novo”. Cada parte e subparte tem 9 poemas “porque o número 9 é associado ao fim de um ciclo e o início de um ciclo superior.” O recurso a vocabulário marítimo “surge como homenagem a grandes obras como os ‘Lusíadas’ e ‘Mensagem’, e a utilização frequente do verso livre ou solto “é por mim intitulado como perdido, pois também eu muitas vezes assim me senti.”
