O uso de venenos não programado é uma importante causa da extinção ou diminuição drástica de algumas populações de animais selvagens, nomeadamente aves necrófagas. É uma das conclusões retiradas da sessão de sensibilização para esta prática ilegal, que hoje decorreu no Centro Cultural.
O uso de venenos não programado é uma importante causa da extinção ou diminuição drástica de algumas populações de animais selvagens, nomeadamente aves necrófagas. É uma das conclusões retiradas da sessão de sensibilização para esta prática ilegal, que hoje decorreu no Centro Cultural.
“A problemática do uso ilegal de venenos”, realizada no âmbito do projeto “Percorra milhões de anos geológicos nos 12878 ha do sítio de Morais”, foi desenvolvida pela Associação Aldeia, em parceria com o Município de Macedo de Cavaleiros. A ação pretendeu sensibilizar as populações e algumas entidades, sobre o modo de como agir perante um animal envenenado, assim como a propagação da informação e desenvolvimento de atitudes que visem a diminuição desta problemática. Liliana Barosa, Bióloga da Aldeia, deu como exemplo “os animais domésticos, que, em caso de morte, ou ao detetarem outros animais, poderão ser o primeiro indicativo ou alerta para o envenenamento”. Em casos destes “as pessoas deverão de imediato alertar a GNR/SEPNA e não tocar nem deixarem aproximar outros dos cadáveres.” Para um contacto mais fácil com as autoridades, poderá ser utilizada a linha SOS Ambiente (808 200 520).
A população presente, em especial os habitantes de Morais, foram sensibilizados para a manutenção de um espaço preservado. O Monte de Morais, dada a singularidade geológica e ambiental, começa a tornar-se num centro visitável, e, com a criação dos percursos pedestres a ganhar forma, a utilização indevida de substâncias tóxicas não deve ser praticada, por constituir-se um perigo para a saúde pública e cadeia alimentar dos animais e plantas.
