“Rostos Transmontanos” é o título da exposição do fotógrafo Paulo Patoleia que, de 17 de setembro a 17 de outubro estará patente no Centro Cultural. A inauguração da mesma, promovida pela Associação Potrica com o apoio da Câmara Municipal, decorre às 21h de sábado.
“Rostos Transmontanos” é o título da exposição do fotógrafo Paulo Patoleia que, de 17 de setembro a 17 de outubro estará patente no Centro Cultural. A inauguração da mesma, promovida pela Associação Potrica com o apoio da Câmara Municipal, decorre às 21h de sábado.
Estes “rostos” têm andado pelo país e muito recentemente estiveram em Espanha, no “Festival de Arte de Vanguardia de Morille” – Salamanca, onde foram objeto de interesse generalizado por parte dos visitantes e dos órgãos de comunicação social, incluindo a TVE que sobre a exposição realizou uma reportagem. Em Trás-os-Montes, estas fotografias apenas foram apresentadas ao público em Torre de Moncorvo, vila donde o fotógrafo é natural.
“Rostos Transmontanos", conjunto de 41 retratos, reflete uma intensa paixão e um profundo respeito do fotógrafo Paulo Patoleia pelas suas raízes e pelas suas gentes, com quem, de resto, convive diariamente. Nesta exposição são expostos rostos. Apenas rostos. Rostos de gente simples, de gente digna; rostos onde se descobrem os traços de uma essência antiga, de um povo resistente, simples, honesto, bondoso, solidário e… envelhecido.
O fotógrafo tem uma predileção especial em fotografar as “franjas sociais ou economicamente mais desfavorecidas” que habitam na região e, à semelhança de Pierre Gonnord, onde outros veem pobres, Patoleia vê e eterniza através das suas fotos a pureza, a beleza e a simplicidade da dignidade humana.
E é nessa busca da dignidade de um povo que o fotógrafo capta sentimentos e expressões que constituem autênticos documentos que vêm enriquecer o espólio artístico e a própria antropologia regional.
Nas fotografias de Paulo Patoleia surgem-nos pinceladas de uma estética realista que transformam o seu autor num dos mais interessantes retratistas da região transmontana.
De si mesmo, da sua personalidade e da sua paixão pela arte fotográfica, Patoleia sublinha como sua característica principal essa procura incessante e essa quase perseguição que diariamente faz da alma do povo donde é originário.
Sem qualquer pretensiosismo e com a modéstia e o realismo que tão bem caracterizam as suas fotos, Paulo Patoleia sintetiza o seu trabalho com as seguintes palavras: “percorro as feiras e mercados de Trás-os-Montes onde capto a essência deste povo que conheço bem, na forma que eu mais aprecio. Na fotografia, mais que a qualidade técnica, procuro captar e registar as gentes, as emoções, os olhares e os momentos”.
Nota de Imprensa da Associação Potrica.
