Os grandes sons e melodias tradicionais estão de regresso a Macedo de Cavaleiros. Nos dias 2 e 3 de setembro, a cidade macedense acolhe o XII Festival Internacional de Música Tradicional, fim de semana que os amantes destes apaixonantes ritmos voltam a reservar para uma visita ao concelho.
Os grandes sons e melodias tradicionais estão de regresso a Macedo de Cavaleiros. Nos dias 2 e 3 de setembro, a cidade macedense acolhe o XII Festival Internacional de Música Tradicional, fim de semana que os amantes destes apaixonantes ritmos voltam a reservar para uma visita ao concelho.
Na edição de 2011, o Festival acolhe diferentes sonoridades com origens em Portugal, Espanha e Venezuela. A Praça das Eiras, que serve de palco ao Festival, e as ruas da cidade onde se realizam as arruadas, preparam-se para receber os diferentes grupos e o muito público, que em todos os anos completa o ambiente de festa associado ao evento. E, o público, torna-se, de facto, protagonista do festival, pois são poucos os que conseguem resistir a “bater o pé” ou a saltar para a dança junto ao palco.
O Festival, de entrada gratuita, tem inicio em ambos os dias a partir das 21h. No primeiro dia, sobem ao palco 3 grupos: Grupo de Cantares de Castelãos, cujos trajes usados e temas cantados, resultam de uma recolha a nível nacional, acompanhados por instrumentos tradicionais como os adufes, bombo, acordeão, cavaquinhos e violas; Tradibérica, o novo projeto do mestre Paco Díez, um dos mais ilustres interpretes do folclore castelhano e o solista da música tradicional judaico-espanhola mais prestigiado a nível internacional. Em Tradibérica a ele se juntam Fran Garcia e Jaime Vidal, originando sonoridades com instrumentos como a flauta, o tamboril, o acordeão, o piano, a sanfona, a guitarra e a gaita de foles com pele de cabra; Galandum Galundaina, os grandes embaixadores da música mirandesa e dos maiores nomes das sonoridades tradicionais em Portugal. O grupo é dos grandes responsáveis pela preservação do património musical das terras de Miranda. Utiliza diversos instrumentos como a gaita de foles mirandesa, a flauta pastoril, a sanfona, caixa de guerra, castanholas, pandeireta e outros. A animação estará a cargo do Grupo de Bombos de Ala, da Fanfarra de Vale da Porca, dos Gaiteiros do Nordeste, do Rancho de Macedo e do grupo La Romântica del Saladar de Espanha.
No segundo e último dia do festival, estarão no palco da Praça das Eiras: Os Pândegos, da Associação das Arcas. Do seu reportório fazem partem sonoridades nacionais, com predominância para a música tradicional transmontana. Utiliza instrumentos como a concertina, cavaquinho, viola e outros; Yarikuté que vem da Venuzuela. Este grupo assume uma grande responsabilidade na preservação e divulgação das sonoridades tradicionais venezuelanas e um pouco da América Latina. Vem a Macedo com os ritmos alegres e contagiantes originados através da utilização da percursão, tambores, flautas e outros tradicionais venuzuelanos; a finalizar o festival estará Sebastião Antunes. Este que é o mentor e vocalista do grupo folk Quadrilha, apresenta-se em nome próprio. Apresenta um projeto em que se cruzam influências de várias culturas musicais, nomeadamente as de origem celta e mediterrânea e dos tradicionais europeus. Todas elas impregnadas da grande paixão que o músico e compositor tem manifestado pelos sons tradicionais. Os elementos que acompanham utilizam instrumentos como flautas, gaita de foles, acordeão, bandolim, cavaquinho e percussões. Na animação voltarão a marcar presença os Gaiteiros do Nordeste e os espanhóis de La Romântica del Saladar a que se juntam a Banda de Latos de Bagueixe e o Grupo Toca a Bombar.