“O Corpo e a Glória” é a nova exposição patente no Museu de Arte Sacra. Representa um extraordinário conjunto de peças de pintura, escultura e ourivesaria, que narram alguns dos episódios da vida de Maria, a Mãe de Jesus, o Corpo humano em "quem" se dá a Encarnação. Os momentos entre a vida terrena e a celestial.
A exposição, inaugurada exta sexta-feira pelo Diretor Regional de Cultura do Norte, António Ponte, e pelo Presidente da Câmara Municipal, Duarte Moreno, estará presente em Macedo de Cavaleiros até ao dia 3 de maio. Aqui encontram-se reunidas 22 obras relevantes de museus e igrejas do Norte do país, algumas das quais restauradas e expostas pela primeira vez, num trabalho realizado pela Direção Regional.
São obras cedidas pelo Museu do Seminário Maior do Porto, Mosteiro de Arouca, Museu do Abade Baçal, Museu Guerra Junqueiro (Porto), Museu de Lamego, Igreja de Santa Clara de Vila do Conde, Concatedral de Miranda do Douro, Mosteiro de Pombeiro, Museu Municipal de Viana do Castelo, Tesouro-Museu da Sé de Braga, Igreja de S. Domingos (Guimarães), Igreja de S. João de Tarouca, Igreja de Torre de Moncorvo, Museu Nogueira da Silva (Braga) e Irmandade dos Clérigos (Porto).
A exposição “O Corpo e a Glória” assume um regime de itinerância, “muito dentro do conceito que esteve na base do Museu de Arte Sacra”, refere Duarte Moreno. “Se numa fase inicial apostámos na identificação do património religioso do concelho, contribuindo também para a restauração de muitas obras, seguimos pela possibilidade de num espaço como o Museu de Arte Sacra, dar a conhecer esse património em exposições anualmente rotativas. Queremos agora intercalar com outras exposições, criando uma nova dinâmica cultural, que valorize este espaço e que assegure também uma valorização do património das nossas paróquias e das nossas gentes”, acrescentou o autarca.
Depois de ter estado presente em outros espaços museológicos da região, o Diretor Regional de Cultura diz que “percebemos, em conversa com o executivo da Câmara de Macedo de Cavaleiros, que fazia todo o sentido esta exposição vir a um espaço como o Museu de Arte Sacra”. O trabalho da Direção de Cultura visou uma recolha e recuperação de peças para “darmos oportunidade de mostrar à população da região e daqueles que nos visitam, a riqueza do património artístico, neste caso religioso, que temos em toda a região. As atividades culturais, como esta, são também um aliciante para o movimento de pessoas e turistas”, disse.
