É um constante desafio à imaginação, assim se poderá definir a nova exposição do Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros da autoria de Rui Duarte. Na tela o autor desenhou casas em movimento, com muita dinâmica e que geram diferentes interpretações.
“Dá-se largas à imaginação. Aqui consigo ver tudo, desde casas que me comem, a casas que parecem barcos ou que dá ideia terem sido empurradas”, confessou o Presidente da Câmara Municipal, Duarte Moreno, no momento de abertura da exposição, decorrido esta sexta-feira.
E é precisamente um convite à imaginação que Rui Duarte faz: “não é exagero dizê-los, mas estes trabalhos já entram um pouco no surrealismo, porque as casas ganham vida e as pessoas conseguem ver figuras diversas, é isso o que eu também pretendo.” O autor “pega” em casas reais, de locais que visita, ou que retira da internet, “muitas delas baseadas em linhas perfeitamente paralelas, mas que eu adultero, e introduzo dinâmica tanto nas linhas como nas cores.”
“E pur si muove”- e no entanto ela move-se, a expressão latina atribuída a Galileu serviu de inspiração a Rui Duarte para preparar esta exposição, que estará patente no Centro Cultural até 6 de janeiro.
