É ao encontro do fascinante mundo automóvel. Mas em ponto pequeno, ainda mais surpreendente pelo realismo associado a cada peça. Falamos de 600 miniaturas automóveis, reunidas numa exposição que o Centro Cultural acolhe até setembro. São miniaturas, não são carrinhos. “Carrinhos são brinquedos, miniaturas são pedaços de cultura e história”, explica o responsável pelo museu de Gouveia, Fernando Taborda.
São uma pequena parte do Museu da Miniatura Automóvel de Gouveia, que se apresentam em Macedo de Cavaleiros divididas em 4 temas: 3 generalistas (Táxis do Mundo, Ferrari e Gulf, o conhecido patrocinador da F1) e 1 específico (Gilles Villeneuve que, apesar da curta passagem de 6 anos na F1, se tornou num dos melhores de sempre). Uma exposição que “pode ser vista em 10 minutos, se as miniaturas forem percorridas só pela forma, numa hora, se cada um se detiver um pouco em cada miniatura, ou num dia inteiro, para perceber a história associada a cada exemplar”, diz Fernando Taborda.
Cada miniatura presente na exposição, é uma reprodução exata de cada viatura real. Inclusive, na área dedicada ao piloto canadiano, são apresentadas representações fidedignas de momentos que ficaram para a história da Formula 1, particularmente o episódio das ultrapassagens sucessivas entre Villeneuve e René Arnoux em 1979 ou o do desentendimento com o colega de equipa na Ferrari, Didier Pironi, que viria a resultar no trágico acidente no Grande Prémio da Bélgica em 1982. “Quem se detiver a explorar, encontra aqui pequenos pedaços da história”, conta Fernando Taborda.
O Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Duarte Moreno, presente na abertura da exposição, recordou que “esta é uma exposição um pouco diferente daquelas que o Centro Cultural tem acolhido, não melhor, nem pior, mas diferente, o que só prova a qualidade do espaço e da programação cultural que o Município apresenta”. O autarca enaltece e agradece “a grande colaboração com o Museu da Miniatura de Gouveia e a Câmara Municipal de Gouveia, que possibilitou que estas miniaturas pudessem vir para o Centro Cultural, numa parceria que contou também com a colaboração de várias pessoas que aproximaram as instituições”, acrescentou.
