O helicóptero preparava-se para aterrar no Heliporto Municipal de Macedo de Cavaleiros, mas um problema nos motores provocou a queda da aeronave na placa de aterragem. Daí resultou um pequeno incêndio e 4 feridos, 2 graves. O acidente, ocorrido esta quarta-feira de manhã, felizmente, não passou de uma simulação, mas podia muito bem ter sido real. E é para testar o nível de resposta do Plano de Emergência do Heliporto que foi realizado o simulacro.
Foi um exercício à “Escala Total” que “no geral correu bem, mas que serviu para identificar pequenas lacunas, que teremos que resolver para evitar na eventualidade de esta situação ocorrer na realidade”, referiu o diretor do Heliporto, Paulo Silva, também responsável técnico da autarquia na Proteção Civil Municipal. A resposta ao acidente possibilitou uma intervenção de cerca de 20 min, um tempo considerado muito bom, possibilitado, em grande medida, pelo serviço de brigada permanente no heliporto, com formação específica, e a proximidade com as instalações dos Bombeiros Voluntários.
O simulacro, participado pelos Bombeiros Voluntários, GNR, Autoridade Nacional de Aviação Civil, Autoridade Nacional de Proteção Civil e a empresa com a aeronave instalada em Macedo de Cavaleiros, foi o primeiro realizado no âmbito do novo Plano de Emergência, prevendo-se uma periodicidade nunca superior a 2 anos. No entanto, no briefing final, as autoridades mostraram disponibilidade para a realização deste tipo de exercícios em períodos de tempo mais curtos, sempre com aumento do seu grau de complexidade associado aos simulacros.
