...É e há-de ser! Os transmontanos ecoaram bem alto o slogan, sempre que foram chamados à rua para defender a permanência do helicóptero de emergência médica em Macedo de Cavaleiros. Este sábado ficou selado o acordo que estabelece a manutenção definitiva do meio aéreo no Nordeste Transmontano e, uma eventual alteração da localização no futuro, só poderá ocorrer com a concordância unânime dos 12 Municípios.
O acordo foi assinado pelos responsáveis de todas as Câmaras Municipais, da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS/N) e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e ratificado pelo Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes. À cerimónia, que decorreu no Heliporto Municipal, estiveram também presentes o Secretário de Estado Ajunto da Saúde, Fernando Araújo, e o Secretario de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.
O compromisso assumido põe fim a um litígio nos tribunais com 4 anos e a um movimento popular que teve a capacidade de fazer entender ao poder central o erro que seria a relocalização do héli do INEM para outro concelho. O autarca de Macedo de Cavaleiros, que assumiu a responsabilidade de entregar no tribunal a última ação movida pelos municípios, em outubro de 2013, enalteceu o esforço de população e das câmaras para este desfecho: “A união faz a força! Nós ao estarmos unidos, conseguimos esta vitória, que já há muito vem sendo procurada e que foi hoje materializada.”
Para o Ministro da Saúde, o acordo alcançado “é um ato de justiça” e de tranquilidade para a população. “É sobretudo uma manifestação de confiança para quem está no interior, em condições muito difíceis de acesso aos cuidados de saúde e que possa, pelo menos nesta matéria, ter tranquilidade”, acrescentou,
Duarte Moreno considerou que o caminho até este desfecho foi “longo e difícil”, pois, “conversar com os governos não é fácil. Sabemos que em matérias económicas, não tem sido fácil também a vida do país e quando alguns números das células do ‘Excel’ aparecem comparadas com o número de pessoas da região, sai mais difícil o papel dos autarcas.”
Uma situação que, no entanto, não impediu a procura de uma solução pelo Governo: “Num país que, infelizmente, ainda tem muita escassez de recursos, que tem poucos meios para responder a todas estas necessidades, há que definir prioridades. Não considerar o interior e as regiões mais desfavorecidas, quer em termos de rendimento económico, quer da própria proximidade dos cuidados, no topo das prioridades, eu considero que é um ato de injustiça. Pelo contrario [o acordo assinado], foi um ato de justiça”, concluiu o Ministro da Saúde.
