A dinâmica do programa de exposições itinerantes do Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros tornam-no num espaço com redobrados motivos de visita. Desde sábado ganhou 3 novas exposições que enriquecem de sobremaneira o edifício onde funciona também o Posto de Turismo da Câmara Municipal.
Na sala do rés-do-chão a artista brasileira Regina Affonso apresenta 17 obras de pintura “que falam mais ao coração, como a morte de Jesus, a Via Sacra, os santos, explorando técnicas como o óleo ou o acrílico”, esclarece, justificando esta faceta dos seus trabalhos como: “Um raio de luz que a partir de determinado momento passou a guiar a minha vida.”
Subindo ao primeiro andar, o visitante é recebido pelos “Passos da Paixão”. Trata-se de uma exposição com peças das Paróquias do concelho, “na continuidade da divulgação do património religioso artístico” de Macedo de Cavaleiros que a Câmara Municipal tem desenvolvido, explicou o Vereador Rui Costa. São diversas peças de ourivesaria, destacando-se também “6 telas dos 15 Passos da Paixão que a Confraria das Cinco Chagas de Edrosa do concelho de Bragança, quis ceder a esta exposição”.
Acrescenta-se que o trabalho de divulgação encetado pela autarquia, tem permitido mostrar muito património que tem estado escondido do público, tal como “o Senhor dos Passos de Ala, que estava literalmente guardado num armário, e que depois de montado, fica extraordinariamente bonito no centro da sala aqui ao lado”, assumiu o Vereador.
Ainda no primeiro andar do Museu de Arte Sacra, em duas salas, ganha corpo a “Via Crucis” de Ofélia Marrão e Luís Benites. Uma exposição “que fala do caminho da cruz. Jesus representa o sacrifício dos homens de hoje, que carregam as suas cruzes, mas que não se deixam crucificar, nem cair, levantando-se sempre”, explicou a pintora. Para Luís Benites, a exposição encontra-se dividida em dois momentos: “o da condenação e que a antecede, e todo o sacrifício e superação”. Facto que enaltece a ressurreição como “um levantar de novo, a vitória da luz, a vitória do sacrif´ciio até à última gota de sangue, que nós também fazemos”.
