Ao 7º aniversário, o Comando Territorial de Bragança assinalou a efeméride pela primeira vez fora das suas próprias instalações. A cidade eleita foi Macedo de Cavaleiros, com os Macedenses a aderirem massivamente. As comemorações decorreram esta terça e quarta-feira.
Na terça à noite a Banda Sinfónica da Guarda Nacional Republicana atuou no Centro Cultural e já nesta quarta, o ponto alto decorreu em frente aos Paços do Concelho, com a realização da Cerimónia Militar, de imposição de condecorações, homenagem a militares desaparecidos e desfile de homens e viaturas.
Antes, o Presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros recebeu as diferentes entidades no Salão Nobre, tendo agradecido a realização da iniciativa no concelho ao Comandante do Comando de Doutrina e Formação, Major General Rui Moura, ao comandante do Comando Territorial de Bragança, Coronel Amílcar da Cruz Ribeira, e ao Comandante do Destacamento Territorial de Bragança, Capitão Hernâni Martins, com a entrega de uma medalha alusiva à data.
Duarte Moreno mostrou-se “muito satisfeito” pela comemoração do aniversário do Comando Territorial em Macedo de Cavaleiros: “É também uma forma de descentralização. Faz todo o sentido que, não só a GNR, como outras instituições e o próprio Estado, possam descentralizar e dispersar serviços nas regiões.” O autarca disse ainda que a Câmara Municipal está empenhada em contribuir para as melhores condições físicas à GNR de Macedo de Cavaleiros.
O Major General Rui Moura, que presidiu à cerimónia, evidenciou a “preocupação da GNR com todo o território nacional” onde se incluem “locais mais sensíveis, onde haja um certo isolamento, ou cidadãos isolados, mais propensos a um determinado tipo de criminalidade, sejam idosos, jovens ou crianças, há com isso uma grande preocupação.” A proximidade com as populações, particularmente com a existência de quarteis rurais, tal como o de Morais, no concelho de Macedo de Cavaleiros, é uma necessidade: “A GNR tem um dispositivo complexo, com mais de 500 quartéis em todo o território. Temos a necessidade de estar próximos da população e daí a necessidade de mantermos postos territoriais em determinados locais, mais isolados, principalmente em regiões de grande dimensão e de rarefação do fator humano.”
O Comandante do Comando Territorial de Bragança vincou também “a preocupação de estar próximos das pessoas, de fazermos um trabalho continuado, de uma forma empenhada e não temos razões para dizer que este é um distrito perigoso.” O Coronel Amílcar Ribeira acrescentou que “no interior de Portugal a GNR simboliza a territorialidade e a coesão social. A GNR é uma salvaguarda e uma garantia permanente para as pessoas.”
História do Comando Territorial de Bragança da GNR
“Em 20 de Fevereiro de 1913, pelo Ofício n.º 83 L.º63 da Direção Geral da Administração Política e Civil do Ministério do Interior, conforme consta da Ordem n.º22 da Guarda Nacional Republicana de 24 de Fevereiro de 1913, foi criada em Bragança, provisoriamente, a 6.ª Companhia na dependência do Batalhão n.º5, sediado na cidade do Porto, da Guarda Nacional Republicana, nessa altura com um efetivo de 89 Homens, aquartelados, após expropriação, nos baixos da parte nascente do edifício do Passo Episcopal, atual Museu Abade de Baçal.
Em 1919 foi então criado o Batalhão n.º6, sediado em Braga, de que a Companhia de Bragança passou efetivamente a depender, com a denominação de 4.ª Companhia, a qual teve um papel preponderante nas lutas entre Republicanos e Monárquicos, ocorridas no Distrito em 1919, pelo que pela bravura, lealdade e disciplina dos seus homens foi objeto de distinção.
Por despacho de 31 de Maio de 1927, foi extinta em consequência do movimento revolucionário de 7 de Fevereiro. No Distrito ficou apenas o Sub-Posto de Ervedosa, dependente da 3.ª Companhia, sediada em Braga, do Batalhão n.º4 sediado no Porto.
Reorganizada em 01 de Outubro de 1928, passou a ser denominada 6.ª Companhia do Batalhão n.º5, sediado em Coimbra.
Em Dezembro de 1935, mudou para novas instalações, passando a ficar aquartelada num edifício, ainda existente, com o n.º36, na Rua Engenheiro José Beça.
Após nova reorganização em 2 de Setembro de 1944, através do Decreto n.º 33 905, passou a depender do Batalhão n.º4, sediado no Porto, sendo denominada 7.ª Companhia.
Em 01AGO73, mudou-se para o actual edifício, após inauguração do mesmo em 28JUL73, sendo o Ministro do Interior o Dr. Gonçalves Rapazote. A construção havia sido ordenada em 06 de Agosto de 1969, através do Decreto n.º 49 206.
No ano de 1993, ocorre mais uma reorganização, através do D.Lei n.º 231/93 de 30 de Junho, passando a designar-se por Grupo Territorial de Bragança, recebendo alguns Militares da Guarda Fiscal, então extinta, mantendo a dependência da Brigada Territorial n.º4 – Porto, ex-Batalhão n.º4.
Mais recentemente com a entrada em vigor da Lei 63/2007 de 06 de Novembro, que determinou nova reorganização, procedeu-se à extinção da Unidades, passou o Grupo Territorial a designar-se por Comando Territorial de Bragança desde 01 de Janeiro de 2009.” Pelo Comando Territorial de Bragança
