A gestão de uma paisagem protegida exige informação, interpretação e capacidade para antecipar pressões. É essa lógica que estará no centro do projeto apresentado a 20 de agosto.
Quantas pessoas utilizam os principais acessos? Onde se concentram os fluxos? Que informação ajuda um visitante a perceber o valor ecológico do lugar onde se encontra? Como se orienta a circulação sem retirar à Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo o carácter natural que o distingue?
Estas perguntas mostram por que razão a conservação não se faz apenas com proibições ou com obras isoladas. Faz-se também com conhecimento, leitura do território, informação clara e capacidade de acompanhar a mudança ao longo do tempo.
O projeto que o Município de Macedo de Cavaleiros apresenta no dia 20 de agosto foi construído com essa visão integrada. A futura intervenção ligará espaços, conteúdos e instrumentos de gestão, procurando tornar mais simples perceber a Paisagem Protegida e mais eficaz protegê-la.
A ambição é concreta: quem vive o território deve reconhecer utilidade nas soluções; quem o visita deve compreender melhor onde está e como agir; quem gere deve dispor de mais informação para decidir. O sucesso não será medido apenas pelo número de visitantes, mas pela qualidade da experiência, pelo respeito pelos valores naturais e pela capacidade de reduzir situações de pressão ou conflito.
Na conferência de imprensa serão apresentados o enquadramento, o investimento e as principais áreas de intervenção.
