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Viver Macedo

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É o mais jovem concelho do Nordeste Transmontano, nascido apenas em 1853, quando a sua sede não ultrapassava, ainda, a categoria de aldeia. Por mercê de D. Luís I, haveria de receber o título de Vila, dez anos após a constituição do novo concelho. Pese embora esta história recente, a remota aldeia de Macedo do séc. XIX, que no primeiro quartel do séc. XVIII, no reinado de D. João V, passara a ser reguengo real, alcandorou-se, em 1999, à categoria de cidade. Um percurso demonstrativo da vitalidade de um território que, não obstante a sua aparente juventude, ostenta uma História marcada a ancestralidade.

O nome de Macedo resulta da designação de terra fértil para maçãs, em português medieval (“villar de masaedo”, “sam pedro de maçaedo” ou “aldeya de maçaedo” no séc. XIII, ou “quintã de Macedo” no séc. XV). Já o topónimo original “dos Cavalleyros”, aposto presumivelmente a partir do séc. XIV, resultará da posse do velho vilar por cavaleiros fidalgos, entre os quais Nuno Martins de Chacim, meirinho-mor de D. Afonso III e mordomo-mor de D. Dinis.

Ao nome do concelho surge inevitavelmente associado o ato heróico de Martim Gonçalves de Macedo, na Batalha de Aljubarrota. A 14 de agosto de 1385, o Mestre de Avis, futuro Rei de Portugal, é atacado por Álvaro Gonçalves de Sandoval e, ao receber um golpe do castelhano, cai por terra. Apercebendo-se, o cavaleiro Martim Gonçalves de Macedo, desfere golpe fatal ao castelhano e levanta o Mestre de Avis do chão, salvando assim, a vida ao futuro Rei e a própria nacionalidade. Já Rei, D. João I reconheceu e gratificou Martim Gonçalves de Macedo, passando o brasão de armas dos “Macedo” a incluir um braço vestido de azul, com uma maça de armas de prata.

Mas o território concelhio inclui um vasto leque de vestígios que alcançam épocas remotas, desde a Pré-História recente, passando pela incontornável presença dos Zelas na Idade do Ferro ou pela continuidade de povoamento em época Romana e, posteriormente, no período da permanência Sueva ou Visigoda ou na já mencionada Idade Média. Daqui resulta uma distribuição heterogénea de monumentos, abarcando desde a Arte Rupestre, vestígios de calçadas e miliários Romanos, povoados romanizados, pontes medievais, arquitetura religiosa... A riqueza patrimonial do concelho de Macedo de Cavaleiros não se resume apenas ao material, sendo extensível ao incontornável património imaterial, cujos ícones mais representativos podem encontrar-se nos Caretos de Podence ou nos Pauliteiros de Salselas, ou ainda nos tesouros gastronómicos e tradicionais que abundam no concelho perpetuados de geração em geração.

De igual forma, a situação geográfica do concelho traduz-se por uma paisagem constituída por um mosaico diversificado, alternando entre as altitudes da Serra da Nogueira ou da Serra de Bornes, e a Depressão de Macedo ou o Vale do Sabor. Com uma vasta área integrada na Rede Natura 2000, destaca-se, inevitavelmente, a Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, cujas praias ostentam, de forma consecutiva, a Bandeira Azul e tendo a Praia da Ribeira sido eleita como uma das 7 Maravilhas – Praias de Portugal, a única a receber o galardão a norte do Tejo. De igual forma, é de destacar o Maciço de Morais, um caso de singularidade no universo da Geologia, assim como na criação de um ecossistema extraordinário de plantas raras.

As condições edafo-climáticas fazem do concelho um produtor de excelência de uma variedade extensa de bens agropecuários e cinegéticos, onde têm particular destaque os vinhos, os cereais, as carnes de bovino, ovino e caprino, o azeite, a castanha, a batata, o mel, a caça, o fumeiro e diversos produtos frutícolas.

A já mencionada vitalidade do território e das suas gentes tem reflexo em eventos únicos, já com tradição, como o Entrudo Chocalheiro, a Feira da Caça e do Turismo, as Festas de São Pedro, o Festival Internacional de Música Tradicional ou a Cidade Natal.

De acordo com o Censos de 2011, apresenta uma população de 15844 habitantes, correspondente a uma densidade populacional de 22,7 habitantes/Km2. No que se refere à distribuição da população ativa pelos três setores de atividade, existe uma afetação maioritária ao setor terciário (58%), face aos setores secundário (22%) e primário (20%). Relativamente a este último, apesar de ter vindo a sofrer uma redução progressiva, continua a apresentar um peso considerável.

Este é, assim, um concelho recente, com pouco mais de século e meio de existência, que se estende por uma área de 699,3 km2, composto por 30 Freguesias e Uniões de Freguesias, que agregam 67 localidades. Administrativamente pertencente ao distrito de Bragança, com uma privilegiada localização central no Nordeste Trasmontano, fazendo fronteira com 7 dos restantes 11 concelhos, Macedo de Cavaleiros pode ostentar a designação de “Coração do Nordeste”, justo epíteto que alguém lhe atribuiu.

A 29 de junho assinala-se o Feriado Municipal.

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