Podence, Podence, Podence!.... Tens tradição antiga ó minha terra natal Podence, Podence, Podence… Tu já eras aldeia quando nasceu Portugal. Tu és uma rainha Podence Coroada ao norte por um souto sem rival E um manto florido Podence De vinhas e hortas verdinhas Batatas e cereal. Uns pés de rosmaninho Mimosa e lilás E flores de magia Craveiros nas varandas Podence A enfeitar nossas casas com perfumes de alegria. Aldeia do nordeste Podence!.... Presuntos e salpicões São manjares divinais E vinho de gritos Podence P´ra beber, ficar contente e no final pedir mais. Morangos feiticeiros Podence Nos teus morangais lábios doces vermelhinhos Podence, Podence, Podence. Na tua Primavera, chilrear de passarinhos. No teu Outono tens Podence!... Souto de castanheiros cor de ouro amarelinhos Castanhas graúdas Podence… P´ra fazer magustos Regados com bons copinhos. Tens Braga e tens Coimbra, Podence E um Porto sempre aberto Aos planos industriais Teus bairros te embelezam Podence Com airosas vivendas Modernas e funcionais Perdeste algumas terras Podence Ganhaste belas vias a ligar-te às capitais E um belo futuro Podence De uma fábrica a enlatar Os teus doces morangais Castelo tiveste Podence No alto colocado logo ao cimo da igreja Tu foste praça forte Podence Em tempos recuados de mourama E de peleja. Capela tiveste Podence A abençoar teus lares No centro da povoação E cruz no cruzeiro Podence A provar que sempre foste Povo fiel e cristão. Podence, Podence, Podence… Meu doce torrão natal Torrão natal. Letra: José Amantino Ferreira Música: Popular
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