Quero cantar-te ó Macedo Falta-me a arte e o jeito Mas hei-de sempre adorar-te No sacrário do meu peito Minha terrinha querida Cheia de graça e calor És pequenina e garrida Hei-de sempre amar-te. Quem sou eu ora adivinha Olha bem para o meu porte Eu sou Macedo a lindinha O miminho cá do norte. Se eu gosto só de Macedo Isso que tem afinal? Que tem lá uma andorinha Goste só do seu beiral! Macedo de Cavaleiros Oásis de Trás-os-Montes Brinca o sol e cantam aves Nas águas das tuas fontes. Macedo de Cavaleiros Minha linda princesinha Tanto cresces e te alinhas Que em breve serás rainha. Macedo de Cavaleiros Terra de encanto e beleza Tu és nobre pelo nome E também pela lhaneza. No torrão hospitaleiro De Macedo há sempre a graça De um caldinho para quem fica e um sorriso para quem passa. Tem cuidado com Macedo Que o maroto é traiçoeiro Quis jogar com ele o sério E a sorrir fui o primeiro. Tem cuidado com Macedo Possui estranho condão Quem não for acautelado Deixa aqui o coração. Sempre assim tão domingueiro Macedo terra bonita É astuta a lavadeira Que te põe assim bonita. Letra e música: Maria Albertina Madureira, natural de Macedo de Cavaleiros. Este poema data de 1955, tendo sido oferecido pela autora para interpretação exclusiva do Grupo de Teatro de Macedo de Cavaleiros existente na época. Rapidamente foi adoptada pelo povo, passando a fazer parte das danças de jogos de roda, tradicionalmente dançados pela Páscoa. Mais tarde viria a ser integrada no repertório do Grupo Cultural e Recreativo da Casa do Povo de Macedo de Cavaleiros.
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