A antiga freguesia de Santa Epiphania ou de Santos Reis de Lama Longa pertencia em 1839 à comarca de Bragança, em 1852 à de Mirandela, em 1855 ao concelho de Torre D. Chama, passando em 1862 para o concelho de Macedo de Cavaleiros.
A freguesia de Lamalonga tem anexas as populações de Argana, Fornos de Ledra e Vila Nova da Rainha.
Do seu património destaca-se a Igreja Matriz, a Nossa Senhora dos Reis, na qual há a realçar o tecto em caixotões de tela pintada, o retábulo em talha dourada e o presépio.
Do património consta ainda a Capela com oráculo a S. João, onde se cruzavam velhas vias romanas como a atestaram durante anos os marcos miliários aí conservados e agora no Museu Abade de Baçal, em Bragança. Esta estrada, uma variante da XVII Via, que ligava Braga a Astorga e que por aqui derivava, conserva numerosos vestígios quer em Fornos quer em Argana. Nesta última os moradores conservam a memória de “serem o centro do mundo”, vestígio de um cálculo de distância para quem percorria esta calçada do império.
Fornos de Ledra conserva no nome o sabor medieval dessa terra pré-nacional, Ledra, e uma alusão aos fornos metalúrgicos que aqui transformariam o metal extraído neste antigo couto mineiro de Ervedosa.
Vila Nova da Rainha, a “terra das três mentiras” por hoje em dia não ser vila nem ser nova nem ser da rainha, tem este nome em vez do que levou durante séculos, Vila Nova de Lamalonga, devido a aqui ter havido um fero tiroteio na guerra civil do século XIX e em que defenderam, contra os de Lamalonga, o partido de D. Maria II.