O nome da terra tem a ver com os cortiços usados na manufactura do linho e com uma velhíssima feira que aqui se realizava, provavelmente relacionada com esta mesma indústria.
A freguesia dos Cortiços foi sede de concelho até à sua extinção em 1853. Em 1755 aparece agregada à comarca de Moncorvo, em 1839 à de Bragança, em 1852 à de Chacim e a partir de 1853 é anexada ao concelho de Macedo de Cavaleiros.
D. Afonso IV dá carta de foral aos moradores de Cortiços e Cernadela em 9 de Janeiro de 1331. Em 1517, no reinado de D. Manuel, é-lhe atribuído um novo foral. Em 1853 é aprovada uma nova divisão administrativa e Macedo de Cavaleiros é instituído Julgado e concelho, abolindo assim o concelho dos Cortiços. Actualmente a freguesia tem como anexa a aldeia de Cernadela.
Há muitos vestígios de ocupações antigas do território nos sítios do Cramanchão, do Morgadio e do Cabo, entre outros.
A freguesia dos Cortiços tem uma grande valia patrimonial, sobressaindo a Igreja Matriz, a Capela de Santo António, conservada pela família Charula adstrita ao seu Solar, o Solar dos Pessanhas, o Solar dos Sá Mirandas (Sarmento) e o dos Lemos Costa (Charula). Registo ainda para o antigo edifício, provavelmente quatrocentista, da Câmara Municipal e o antigo edifício do Registo Civil, bem como para várias casas em granito na rua principal, com as suas varandas e alpendres, algumas de feição medieval e quinhentista.
Do património da Cernadela destaca-se a sua Igreja Matriz, o pequeno santuário mandado edificar em 1766 conhecido como as Alminhas dos Alcoforados, a capela do povo, a fonte de mergulho, a ponte românica (reconstruída no século XIX), as eiras comunitárias e um pombal datado de 1723.