Chacim foi sede de concelho e comarca, passando a pertencer ao concelho de Macedo de Cavaleiros em 1853. D. Nuno Martins de Chacim, mordomo-mor de D. Dinis, obteve para a terra o título de vila. O primeiro foral foi-lhe atribuído por D. Fernando Mendes Cogominho, fidalgo da Corte de D. João I, tendo a vila sido elevada a sede de concelho em 1400. Teve foral de D. Manuel e tem, com decoração manuelina, um pelourinho notável em que estão as armas reais e as armas da família Sampaio, outrora donatária da vila.
De destacar ainda a Igreja Matriz, a Capela do Desterro e de Santa Rita, que foi antiga matriz da vila, a Capela da Senhora do Amparo e a Capela do Senhor Misericordioso ou capela da Misericórdia.
O Solar de Chacim é hoje digno de referência como unidade hoteleira de turismo rural.
Há ainda uma casa de meados do século XVIII, a casa dos Arnaut, uma família Piemontesa que para aqui veio associada ao fomento da produção da seda. Em Chacim funcionou o Real Filatório, uma fábrica de transformação e manufactura da seda. Ainda hoje podemos ver as ruínas do Real Filatório, considerado imóvel de interesse público.
A cerca de 3 km localiza-se o Convento de Nossa Senhora de Balsamão, cuja figura proeminente é o Frei Casimiro Wizinsky, aqui instalado como da congregação Mariana em 1754. O convento foi extinto em 1834 e reactivado em meados do século XX. Nele se encontra sepultado o fundador, com fama de santidade. A igreja foi alvo de grandes obras recentemente, tendo aparecido uma interessante pintura mural do século XVI. A pintura do tecto e retábulos são de Bustamante e há neste convento uma colecção única em Portugal de António Joaquim Padrão, um dos mais importantes pintores do século XVIII.