A freguesia de Santa Marta de Bornes é também conhecida por Bornes de Monte Mel ou Montemé. O povoamento do território a que corresponde a actual freguesia é bastante remoto, sendo comprovado por diversos documentos do século XII, que mostram que a origem da povoação se situa na época pré-romana.
A freguesia de Bornes esteve anexada a freguesia de Burga, pertenceu a Chacim e ao antigo concelho de Cortiços até 1853, data em que passou a pertencer ao concelho de Macedo de Cavaleiros.
Do seu património religioso destaca-se a sua Igreja Matriz, com uma imponente fachada de granito em que se recorta uma lanterna lavrada com um interessante motivo solar, as Capelas com orago a Nossa Senhora da Piedade, a Santa Luzia, a Nossa Senhora dos Prazeres e a Capela com invocação a Nossa Senhora do Rosário.
Bornes possui também várias casas antigas actualmente reconvertidas em unidades de Turismo Rural, tal como a Casa Ana Canedo, a da Família Pimentel e Casa da Praça. Há ainda o interessante solar seiscentista Oliveira da Costa, semi-arruinado, e a casa dos Freire de Andrade, com a sua imponência, no Bairro do Condado.
Várias fontes em granito se vêm ao longo da rua principal, em que muitas casas, com as entradas em granito e com degraus e escadas na mesma pedra já gasta de séculos, dão à aldeia um aspecto que realça o seu carácter.
Bornes destaca-se também pelo seu património natural. A serra de Bornes domina a paisagem, sendo especialmente rica em termos de fauna e flora Este é também um dos locais mais procurados para a prática de desportos radicais, como o parapente e a asa delta.